19/06/2011
Dicas da SMEA a um estudante de agronomia

 

Dicas da SMEA a um estudante de agronomia

 

Um estudante de agronomia encaminhou as seguintes perguntas à SMEA:

  1. Como se encontra atualmente o mercado de trabalho para o agrônomo?
  2. O que você pensa sobre a profissão de agrônomo?
  3. Qual a dica que você daria para um estudante de agronomia?

Sobre o autor da resposta perguntou também o seguinte:

  1. Qual o local e ano de formatura e
  2. Qual sua atividade atual?

A resposta foi enviada ao estudante por e-mail e foi colocada aqui para compartilhar com quem se interesse.

Sobre o mercado de trabalho

Dizer que o mercado está  bom ou ruim é muito relativo, sabemos que qualquer tipo  de mercado é sempre variável  e se estabelece de acordo com a demanda  e  também de acordo com a capacidade dos profissionais.   Há poucos dias ouvi um palestrante do CONFEA afirmando que estamos em crise por falta de Engenheiros com Qualificação, não só agrônomos, mas também, em outras modalidades de Engenharia.  No jornal Estado de Minas do dia 27-05-11 há uma nota na mesma direção: há falta de  mão de obra qualificada em todos os setores econômicos  e  diz, ainda, que a educação escolar está  a quem das necessidades do país.  No passado o Engenheiro Agrônomo esteve mais ligado ao setor empregatício, hoje o exercício da profissão vem ocupando outras áreas mais liberais, dizemos assim,  como  organização de cursos para a atualização profissional,  realização de perícias diversas e consultorias.  Criação de pequenas empresas de assistência técnica  em diversos setores,  em jardinocultura,  tanto na área pública quanto particular, agricultura orgânica, etc,  além da grande empresa especializada na produção de grandes culturas e pecuária. Também os concursos existem.  Estamos  na era  de intensa  competição, por isso,  o formando de hoje deve estar sempre alerta  e manter contatos diversos nas áreas de interesse.  É bom e recomendável,  também,  procurar conhecer  o CREA, o órgão responsável  pelo registro   e regulamentação do exercício profissional.   Hoje  há muitos cursos dentro das Ciências Agrárias, mas nem todos estão devidamente regulamentados. Procure conhecer a Resolução nº 1010 do Confea.

Sobre a profissão do engenheiro-agrônomo

Creio ser uma das grandes profissões que abraçamos, a sua importância é indiscutível, principalmente, na atualidade onde as responsabilidades são mais abrangentes.   Basta dizer que os profissionais da agronomia estão mais ligados à única fonte de sobrevivência  de todos os seres vivos do planeta, o mundo vegetal e o mundo animal. Além da legislação geral e específica, o manejo destes dois mundos está, principalmente, nas mãos dos Engenheiros Agrônomos.  E não é só isso,  as responsabilidades vão muito mais além, cuidar da água potável, preservar nascentes e cuidar do solo, preservar e conservar, in situ, os recursos naturais não renováveis, como fauna e flora.  Usar as fontes naturais para sustentar os seres vivos, sim, mas  com responsabilidade e critérios éticos  e  sustentáveis.  Não é de hoje que estamos em crise de redução da biodiversidade, a cada dia que passa a nossa biodiversidade está diminuindo.  Ela não  é somente a fonte alimentar, ela é a maior riqueza de uma Nação.  Na Conferencia da ONU sobre Biodiversidade, Cop-10, em outubro/2010, em Nagoya, o Diretor do programa, Sr. Achim Steiner abriu o evento informando  aos representantes de 193 países  presentes que os seres humanos estão destruindo as bases que sustentam a vida no Planeta.   A ONU estima que a perda da biodiversidade custe ao mundo entre 2tri a 5tri de dólares/ano.   A  WWF informa que nos países tropicais o percentual de perda já chega 60%  da fauna e flora originais.  Este e tantos outros alertas estão mostrando o nível de responsabilidade que estão nos ombros das Engenharias e administradores  do país.  É nesta encruzilhada que estamos.

Há uma informação no ICA, Instituto de Ciências Agrárias, da UFMG-Montes Claros que atende bem, a meu ver,  a sua pergunta:   PERFIL DO EGRESSO.

Perfil do Egresso

Conforme as Diretrizes Nacionais, o curso de Agronomia deve formar um profissional com sólida base de conhecimentos científicos que, dotado de consciência ética, política, com visão crítica e global da conjuntura econômica, social, política e cultural da região onde atua do Brasil e do Mundo, esteja preparado para: • projetar, coordenar, analisar, fiscalizar, assessorar, supervisionar e especificar técnica e economicamente projetos agroindustriais e do agronegócio, aplicando padrões, medidas e controle de qualidade;. realizar vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos e pareceres técnicos, com condutas, atitudes e responsabilidade técnica e social, respeitando a fauna e a flora e promovendo a conservação e/ou recuperação da qualidadé do solo, do ar e da água, com uso de tecnologias integradas e sustentáveis do ambiente; • atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário interagindo e influenciando nos processos decisórios de agentes e instituições, na gestão de políticas setoriais; . produzir, conservar e comercializar alimentos, fibras e outros produtos agropecuários; participar e atuar em todos os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio; • exercer atividades de docência, pesquisa e extensão no ensino técnico profissional, ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão e; enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mundo, do trabalho, adaptando-se às situações novas e emergentes.

Sobre o colega que respondeu às perguntas:

Eng. Agrônomo Erpino Alves Faria

Mestre em Fitotecnia pela UFV e formado na UFLA em 1975.

Atualmente está Aposentado e ocupa o cargo de Diretor Administrativo da SMEA.

 

Saudações Agronômicas.


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