05/06/2011
PROJETO JEQUITAÍ: RIQUEZA PARA O NORTE DE MINAS

PROJETO JEQUITAÍ: RIQUEZA PARA O NORTE DE MINAS

PROJETO JEQUITAÍ:  RIQUEZA PARA O NORTE DE MINAS

 

                                                                                              George Fernando Lucílio de Britto (*)

 

                        Fechado o balanço da economia mundial do ano de 2010, o Brasil bate a Itália e ocupa a 7ª posição no rol das nações mais ricas do planeta. Com um PIB (Produto Interno Bruto) da ordem de R$ 3,675 trilhões, tendo crescido 7,5% no último ano, a economia brasileira está atrás apenas de países como Estados Unidos, Japão, China, Alemanha e Reino Unido. Estudos do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) dão como certa a 5ª colocação do Brasil neste ranking no ano de 2018, sendo superado apenas pela China, Estados Unidos, Japão e Alemanha.

                        O estado de Minas Gerais, com um PIB de R$ 304,9 bilhões (8,3% do PIB nacional), experimentou, no ano passado, um crescimento de 10,9% em suas riquezas. Minas tem um agronegócio forte e que representou 34,6% do que o estado produziu em 2010. Minas é o 5º maior produtor de grãos do Brasil, produzindo cerca de 7% das 149,2 milhões de toneladas produzidas no país no último ano.

                        O agronegócio nacional contribuiu com 38% das exportações do Brasil e registrou um superavit de US$ 63 bilhões, no ano passado.

                        O Brasil e Minas Gerais têm crescido nos últimos anos; entretanto, a má distribuição de renda impede reflexos mais visíveis na redução da pobreza e da miséria de uma significativa parcela da população. Há investimento público na educação; há investimento público na saúde (saneamento básico e abastecimento d'água); há investimento privado no agronegócio; há de se ter uma atenção especial para com os investimentos públicos na área de infraestrutura para se alcançar o desenvolvimento sustentável.

                        Em meados do último mês de maio, anunciando o início de ação da Secretaria Nacional de Irrigação recém criada no âmbito do Ministério da Integração Nacional, foi lançado na capital mineira pelo ministro da pasta e pelo governador do estado, o tão propalado Projeto Jequitaí. Trata-se de um projeto de desenvolvimento que tem a agricultura irrigada como base, cujos primeiros estudos datam da década de 50, tendo sido incrementados pela CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) a partir do final dos anos 70.

                        O Projeto Jequitaí é composto de duas barragens no rio Jequitaí (a primeira delas distante aproximadamente 06 quilômetros à montante da sede do município de mesmo nome) e de uma área irrigada prevista para beneficiar 34.800 hectares. O primeiro barramento será construído em concreto convencional e compactado a rolo, represará um volume de água de 800 milhões de metros cúbicos, inundando uma área de 9.000 hectares. Terá 41 metros de altura e 274 metros de comprimento e regularizará uma vazão de 33,2 m³/s. Após concluída sua implantação, o Projeto Jequitaí poderá produzir cerca 550 mil toneladas de grãos e frutas por ano, gerando mais de 38 mil empregos numa região em que grande parte da mão-de-obra rural se desloca para outras plagas em busca de serviço nas lavouras de café e cana-de-açúcar.

                        O Projeto Jequitaí está tendo sua implantação iniciada com recursos da CODEVASF em convênio com a RURALMINAS (Fundação Rural Mineira), fato que vem demonstrar o amadurecimento político dos governos Federal e Estadual, que mesmo diante das adversidades partidárias, se unem em busca do melhor para a região norte de Minas, para o estado e para o país.

                        O Projeto Jequitaí vem trazer benefícios de elevada ordem aos municípios por ele influenciados: abastecimento de água, emprego, energia elétrica, produção de alimento, turismo, comércio, indústrias, transporte e, enfim, riqueza.

                        Iniciativas como esta podem ser decisivas para tornar realidade a expectativa dos estudos do FMI e do IPEA, elevando o Brasil a 5ª maior economia do mundo.

                       

           (*) Chefe de Gabinete da CODEVASF em     Minas    Gerais; Vice Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos – SMEA; Vice Presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Norte de Minas – AGRO-NM.


PREENCHA A ART Preencha a ART com o código 0094, no campo 034
APOIO O SMEA tem o apoio do CREA